- eu volto, como quem regressa a um disco muito antigo, selado numa memória. O caminho não é doce, mas seduz-me a aridez onde escondes o mais brilhante de ti.
- tenho hoje vinte braços à minha volta e faz-me falta um último abraço.
- não me disseram ser simples o teu caminho, não pensei ser fácil o labirinto da tua pele, mas agora que me vejo transformada na supra-projecção do meu delirio e a rua fica fria como gelo, gostava de voltar atrás e apagar algumas linhas do teu caderno, onde me desenhaste com outro rosto (um rosto que não é o meu).
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